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Sempre em crise. De risos, de choro, de amor e de se perder. Também não sei mas espero descobrir.

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Sobre arranjar tempo para meus projetos pessoais

18 fevereiro, 2015
Sempre fui o tipo de pessoa que pensa que quanto mais investimos em nós mesmos, mais crescemos e nos sentimos melhores e mais felizes. Tudo lindo. Pena que nunca fui o tipo de pessoa que se esforça para colocar isso em prática.

Quando estava desempregada, nem vi o tempo passar. Me dediquei ao meu inglês, ao meu francês, às minhas leituras, aos meus filmes, séries e músicas novas (e as não tão novas), aos meus textos, à minha aparência, ao ser o melhor de mim. Três meses depois eu não tenho nada disso atualizado. Que feio. É quase automática a resposta à pergunta "ué, mas por que?" ser "porque eu não tenho mais tempo!". Lorota. Meu último post foi algo sobre isso, sobre eu estar sem tempo, da vida estar corrida. Vida corrida todo muito tem. Guilty.

Como tudo o que eu posto aqui eu encaro como desafio, vou tentar encarar mais um: tirar da cabeça essa ideia furada de "tô sem tempo", e viver mais pra mim (com a presença de quem eu amo. ♥), e quero voltar a me dedicar de corpo e alma no inglês, e em cuidar de minhas feinhas cicatrizes, hihi. Now is the start.

Hey, do you hear, do you hear
that sound?
It's the sound of the lost gone found.
It's the sound of a mute gone loud.
It's the sound of a new start...



Nós

31 janeiro, 2015
Estive pensando em você.
Embaixo da Torre, olhando para o Arco.
Queria que estivesse comigo além do meu pensamento.
Queria que existisse o nós aqui assim como imagino os nós dos nossos dedos.
Juntos.
Comecei a andar.
Te vi no detalhe intrínseco da pedra talhada da Igreja.
Na pirâmide cristalizada do museu.
Nas casinhas que em suas janelas transpiram amor.
Amor.
Ah, como queria que estivesse aqui.
O céu opaco, o rio serpenteante e o sol fraco poente chamam pelo seu nome.
Ou talvez esses sejam só os meus pensamentos.
Nós.
Entrelaçados.
Amalgamados.
Só a minha mente.
Não existe nós.
É liso, plano e simples.
Mas estive pensando em você.


It's a new beggining...

02 janeiro, 2015
Oh, wow. Estive fora por meses. Não só daqui do blog, como também das minhas redes sociais. É incrível como tanta coisa muda quando nós queremos ver sentir desfrutar respirar essa mudança.

Há alguns meses atrás, decidi que não trabalharia mais com a minha família. Nem na área da minha faculdade (recursos humanos). Eu não nasci pra isso, então por que tenho que fazer isso? Pedi demissão e meu tio me olhou como se eu fosse louca. Talvez ele estivesse certo. Ainda bem.

Uma proposta interessante surgiu exatamente dois dias depois. Um amigo de longa data pediu-me para que eu fosse dar aulas na escola de idiomas dele. Aceitei, e durante meu treinamento senti que estava faltando algo... Ou que algo não estava no lugar. Eu sabia, só não queria admitir que esse algo era eu mesma.

Depois de mais alguns dias, fui em um dos melhores shows da minha - oh, wait! todos os shows que vou são "um dos melhores da minha vida" sempre, enfim, relevem, foi bompracaralhoanyway viva 30 seconds to mars!!! - e, na fila do show, fazendo amizades incríveis e inesquecíveis e me sentindo bem pela primeira vez em meses, recebi um e-mail. Com uma proposta melhor ainda.

Quem me conhece ou quem já foi louco o suficiente pra ler qualquer coisa desse blog, sabe. Eu sou apaixonada viciada vidrada pela aviação. E fui pra entrevista de uma certa cia. aérea. Não era minha Emirates me chamando, mas era cia. aérea. Era um lugar onde eu sei que me encaixo. Era aviação.

E lá fui eu. Mais de 100 pessoas na entrevista, um calor infernal e o cansaço do show, mas eu estava lá. Pensei em ficar desanimada pela quantidade de pessoas, mas resolvi pensar positivamente pelo menos daquela vez. Só fechei a portinha da escuridão dentro da minha mente. E passei pra próxima fase. E pra próxima. E pra próxima. Passei cinco etapas mais a espera interminável insuportável da espera pela ligação. Mas eu sabia que eles ligariam. E ligaram mesmo.

O mais legal é que uma amiga minha que estava no show junto comigo, recebeu a mesma proposta para esse emprego no aeroporto. Ela foi comigo e passou comigo, mas o destino resolveu mostrar-nos quem realmente éramos uma para a outra e vimos que não havia espaço na vida uma da outra para aquela amizade dar certo. Durou 5 anos e acabou. Ficam as lembranças boas, agora somos só colegas de trabalho. Que pena. Mas nós sabemos das nossas prioridades.

Tudo mudou tão rápido que me enche de tontura alegria afobação e vontade de continuar nesse caminho, porque dessa vez eu sei que tô no certo. É nas nuvens que eu quero chegar.

E eu vou chegar.


Alice

13 outubro, 2014

Completamente apaixonada por essa versão de Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho. Comprei pela Editora Salamandra, no Salão do Livro que ocorreu em Guarulhos, por R$79,90.

As ilustrações, a capa, o texto, o espaçamento, o cheirinho de novo, as páginas lisinhas e a delícia de ler cada uma delas...









Will & Will - Um nome, um destino

25 setembro, 2014

Comprei Will & Will na Bienal do Livro de São Paulo sem saber nada sobre ele. Me apaixonei pela cor da capa, sério (talvez eu seja daquelas que julgam o livro pela capa, erm). Mas acabei levando quando vi o nome do John Green impresso. E acabei comprando o Quem é Você, Alasca? também.

Quando eu o peguei, meu amigo disse "esse livro é um romance gay". Depois que eu terminei de ler, vi que discordei dele. O livro é um romance e ponto.

As vidas dos Will são completamente diferentes até que elas, em uma noite improvável, se conectam de uma forma mais improvável ainda. Um está esperando o amigo de longa data que foi a um show, e outro está procurando um amigo a qual nunca vira antes. O livro não é sútil, sua escrita não é sútil - muito pelo contrário, é carregado de palavras pesadas e palavrões - mas de alguma forma consegue ser simples. São dois autores, e apesar de eu nunca ter lido um livro do David Levithan, pude perceber de cara qual Will que o John Green escreveu. Como sempre, ele é cheio de comédia e o jeito John Green de escrever: personagem atrapalhado, calado, inteligente, sarcástico e que enumera os pensamentos.

O final é apropriado, não decepcionando, e com uma lição de bom tom sobre os costumes sociais e aceitar o próximo com todos os seus defeitos.


Lendo em Paris
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